Como os animais ensinam a curar!

14/06/2009 22:22

A maior Mestra de todos os tempos é feminina,
é Mãe, e se chama Natureza.


Existe uma inter-relação entre os animais e os vegetais.

    Vejamos alguns exemplos: a onça procura e masca o cipó para atingir níveis de relaxamento profundo; a arara, entre outros pássaros e animais, após ingerir frutos que trazem potência salgada e tóxica, buscam um barranco e nele encontram — e sabem exatamente em qual camada encontrar — a argila, alimentando-se dela para desintoxicar seu organismo; o teiú, uma espécie de lagarto, quando é picado por cobras busca certas raízes — que são tuberosas, como uma batata — e as mascam, aplicando-as, em seguida, na região do seu ferimento.
    A observação alimentar dos animais e dos insetos são ensinamentos sobre a utilização da potência de cura de sementes, raízes, cascas, folhas, frutos e flores: os animais nos ensinam, por exemplo, sobre sua toxicidade, a quantidade a ser ingerida, se devemos utilizar determinada erva por via externa ou interna, ensinando até mesmo sobre os elementos que equilibram ou neutralizam os seus efeitos. Ainda assim, não basta apenas vermos um animal se alimentando e achar que podemos reunir aqueles mesmos elementos e ingerir, pois se assim fosse, estaríamos comendo rato, como os gatos o fazem. São necessários um real estudo, bom senso e amadurecimento sobre estes elementos para realmente sabermos se um vegetal pode ser ingerido ou não, em qual quantidade e de que forma.
    Uma frutinha de erva-moura, espécie de vegetal que aparece espontaneamente na capoeira, pode ser ingerida só quando madura, pois do contrário, seu alto teor de toxicidade poderá levar uma pessoa a óbito. Este e milhões de outros casos levam uma pessoa, sem o amadurecimento devido e a compreensão do que é a natureza, a considerá-la como perigosa e selvagem.
    É a falta de clareza e de observação que leva uma pessoa a intoxicar-se com um vegetal, pois não existem plantas perigosas que, como monstros, têm como principal objetivo matarem o ser humano; o que existe, de fato, é a ignorância da pessoa em relação ao reconhecimento de uma planta.
    Cada elemento, cada pedra, cada folha tem um porquê de existir, de ser assim como é, de trazer a potência mais doce ou mais salgada, mais amarga, picante, mentolada, ser mais fria ou quente, manifestar cheiro que preenche um ambiente ou apresentar apenas o seu odor quando devidamente macerada, manifestar látex ou resina, e cada um destes diferentes movimentos ensina sobre a sua potência e sobre o seu existir.
    Observando os vegetais em uma floresta, em um parque ou em um jardim, qualquer pessoa que esteja um pouco mais atenta, rapidamente verifica qual delas a convida para ficar próxima, para tocar nela, e quais, através de suas formas, de seus espinhos e outras condições, dá sinais de que é preciso manter-se distante. E quanto mais o ser vai amadurecendo na observação, mais vai penetrando no segredo do vegetal.
Vejamos, então, a potência de alguns vegetais:

- Batata-de-purga: seu pó é utilizado para auxiliar casos que popularmente são chamados de “intestino preso”;
- Açucena: esta flor produz efeitos positivos na desintoxicação através do vômito;
- Castanheira: uma das mais altas árvores, sua castanha é fortificante, trata a anemia, e o seu óleo é anticancerígeno, além de tratar, através de seu “umbigo”, doenças sexualmente transmissíveis e cuidar do útero e dos ovários das mulheres;
- Guaraná: desintoxica o sangue, é fortificante, fortalece o coração, além de tratar diarréia e asma;
- Carapanaúba: trata desequilíbrios menstruais, febre e fígado;
quina-quina: previne e trata a malária;
- Copaíba e andiroba: seus óleos, reunidos, são repelentes naturais e bons cicatrizantes de feridas.

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Por Ramy Shanaytá.

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