O dia internacional das mulheres e a nova era do feminino

08/03/2010 03:29

 O dia internacional das mulheres é um dia muito especial para nós mulheres, pois pessoas muito importantes representantes de todas as áreas das sociedades mundiais se reúnem para discutirem sobre muitas situações que envolvem as várias condições das mulheres no mundo inteiro. Muitas questões profundas em relação aos direitos da mulher surgiram nestes encontros internacionais e este dia, sem dúvida alguma é necessário para o avanço da evolução da mulher em contexto mundial.  

    Enquanto, porém, as questões sócio-econômicas-trabalhistas e culturais que envolvem as mulheres do mundo inteiro estão sendo avaliadas e discutidas é importante que sejam, também, transmitidas novas idéias sobre o ser mulher e sobre o feminino como uma consciência e não somente como coisas do universo das mulheres.

    Como terapeuta comportamental trabalho com a consciência das mulheres, justamente na questão da construção de um novo comportamento feminino onde é desenvolvida também, uma nova visão do feminino como sendo uma consciência e não somente assuntos referentes ao universo das mulheres, como por exemplo: as tendências da moda; a sexualidade feminina; os vários papéis exercidos pelas mulheres; a saúde da mulher; como lidar com a TPM; com a gravidez; com filhos; com a jornada dupla de trabalho; o que as mulheres mais gostam; dicas de beleza  dentre outros conteúdos tanto profundos quanto superficiais.

    Os meios de comunicações e as mídias superlotam de informações sobre estes conteúdos considerados femininos, trazendo opiniões de especialistas e pessoas de diversas áreas que muitas vezes acabam também por confundir a compreensão, pois em alguns pontos acabam por serem divergentes deixando para as mulheres a escolha do que acham que é melhor. Porém, sinto que somente isto não basta para que a imagem do feminino, bem como das mulheres sejam transformados em uma nova visão, pois estas informações trabalham estes conteúdos de fora para dentro quando estes devem ser compreendidos de dentro para fora.

    Penso que para que haja transformação é necessário haver mudanças de pontos referenciais que são nossas crenças e valores que influenciam nossa visão sobre as mulheres e sobre o feminino. Estes pontos de referências também têm a ver com a visão das próprias mulheres sobre si mesmas bem como para com o feminino.

    Pesquiso o feminino há aproximadamente oito anos e vejo como as crenças negativas sobre o ser mulher ainda se encontra muito enraizadas influenciando a visão tanto das mulheres quanto dos homens sobre o feminino. Este ainda é muito desacreditado por ambos os universos e principalmente pelas próprias mulheres que acreditam que ser mulher é: difícil; é sofrimento; que a força feminina é fraca; que ser mulher é ser menos na sociedade; que força é a dos homens; que a mulher não é confiável; que é muito ruim trabalhar com mulher; que mulher é problema; menstruar todo o mês é problema; a menopausa é problema; que a mulher é obrigada a trabalhar muito mais que os homens, em fim, que por tudo isto ser mulher é realmente ruim. Por outro lado, também existem as que fazem frente contrária trazendo a crença da superioridade feminina e a da igualdade com os homens em todos os sentidos.

    Penso que nenhuma destas crenças traduz verdadeiramente a potência do que é ser mulher, pois se encontram em posições opostas que confundem a compreensão do feminino como sendo uma consciência mantendo apenas as velhas crenças duais referentes ao ser mulher, ou seja, mantém a velha visão. É preciso mudar as origens de referências, pois, do contrário continuaremos a discutir sobre os mesmos problemas ano após ano no dia internacional das mulheres.

    Porém, nós nos encontramos numa nova era do feminino onde as mulheres novamente se encontram com a oportunidade de retornarem à sabedoria natural, ou seja, a sabedoria da mãe natureza para despertarem o poder gestador interno e, assim, praticarem o feminino como uma consciência e não somente como o jeito de ser das mulheres.  Para isto as mulheres necessitam reaprender a serem mulheres e realizarem todas as ações como força feminina e não mais seguindo o modelo masculino de força que as torna mulheres por fora e homens por dentro.

    As mulheres possuem uma grande capacidade natural de observação de foco, do que é mais essencial ou importante sem perder, contudo a visão do todo. Com isto, as mulheres também são mais capacitadas para realizarem várias funções ao mesmo tempo, que são os vários papéis, como por exemplo: ser profissional seja o cargo que exercer; ser dona de casa; ser mãe; ser filha; ser esposa dentre outros.

    As mulheres são naturalmente mais sustentadoras, pensam mais antes de agirem principalmente porque ponderam mais, devido a pensarem não somente num ponto apenas, mais observarem o todo da situação. As mulheres são também bastante nutridoras, ou seja, têm a tendência de fazer as coisas com maior atenção colocando suas energias em tudo o que fazem.

     Penso ainda, ser muito importante que as mulheres que se encontram à frente da liderança feminina que façam esta liderança acontecer através de novos valores que realmente sustentem o feminino nesta nova visão. É necessário mudar as origens de referências em relação à compreensão do ser mulher e da verdadeira missão da mulher frente à nova era do feminino. Está na hora de sustentar o feminino como a verdadeira potência de ser mulher: a potência natural gestadora que é capaz de construir e movimentar toda a existência. 

    A nova era do feminino está nas mãos das próprias mulheres que são as únicas que podem construí-la e assim conduzi-lo de volta à sua origem como sendo uma consciência.

Ramy Arany, co-fundadora do Instituto KVT e do Instituto KVT, Desenvolvimento da Consciência Empresarial, assistente social, fundadora e desenvolvedora da linha terapêutica da cura pela consciência gestadora, fundamentada nas leis naturais. Há oito anos atua, diretamente, com mulheres no resgate do feminino através da consciência gestadora.  Escritora lançou o livro Eternamente Ísis – O retorno do feminino ao Sagrado e o livro Visão Gestadora – A Visão em Teia.

Blog: http://super-blog.zoha.com.br/na-teia-com-ramy-arany/
Site: diadamulher.kvt.org,br

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