Saiba quando é prudente silenciar-se diante do outro

27/10/2010 12:02

Por Mônica Buonfiglio
Texto originalmente publicado em:
http://www.terra.com.br/esoterico/monica/colunas/2009/09/21/000.htm

    Para se manter viva a chama do amor de almas gêmeas, muitas vezes, é importante silenciar-se para ouvir o outro; por isso é importante aprender a doar seus ouvidos - um exercício que requer prática. Deixar de fazer cobranças é obter a percepção do que é sutil. O ditado árabe revela que as palavras valem tanto quanto a prata e o silêncio é tão valioso como o ouro.

Dar um tempo em um namoro pode tirá-lo do cansaço da rotina. Muitas vezes é melhor calar, pois viver em confronto faz com que a luta reverta contra nós mesmos. Quando falamos em demasia, preferimos o barulho para não nos defrontarmos com a paz interior, deixando o coração inquieto.

A possessividade, o ciúme, o orgulho e a ofensa podem ser fatores capazes de nos afastar de quem amamos. O silêncio permite reconhecer que existe muito para ser mudado e nos faz entender o que está ocorrendo em um relacionamento.

O princípio básico do silêncio é a sabedoria, e diante de um conflito, se torna um ato sublime para desenvolver a habilidade de ouvir o outro. Também é um exercício que deve ser praticado com humildade e está totalmente desprovido de vaidade, tocando em algo que está faltando em você.

O grande triunfo de manter a união verdadeira de almas gêmeas é tentar silenciar, pois nosso tempo de reflexão se torna maior para decidir o que dizer sem o calor da disputa que inevitavelmente está presente numa discussão pessoal.

Ninguém consegue ter 100% de razão e depois de um período de afastamento, os sentimentos são expostos com mais clareza. Dessa forma é possível ser mais honesto, pesando os dois lados de modo imparcial, tendo a oportunidade de abrir verdadeiramente nossa alma para ser feliz.

Existe uma frase no livro We, de Robert Johnson, que expressa bem o que desejo explicar: "Viver sub rosa", que significa: "viver com privacidade". Esta expressão é advinda do costume antigo de se dependurar uma rosa acima da mesa de reuniões para indicar aos presentes que deveriam manter segredo sobre os assuntos tratados em assembleia. Provavelmente esta prática tem ligação com a lenda quando Cupido deu uma rosa ao deus do silêncio, Harpócrates, para impedi-lo de contar as indiscrições de Afrodite.

Portanto, fiquemos em paz para que nossas palavras sejam tão suaves como o angelical silêncio.

Voltar