Biodança e outras danças

Biodança e outras danças

Biodança é um método de autoconhecimento que envolve cinco áreas interligadas: vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcendência. Juntas proporcionam desenvolvimento humano e crescimento pessoal.

Priscila Gorzoni
 
Todo mundo já ouviu falar que “quem canta seus males espanta”. No entanto, esses males nem chegam perto daqueles que dançam.
Foi o que constatou, em 1960, o chileno Rolando Toro Araneda quando criou a biodança, ou dança da vida. Ela foca a integração e a renovação do ser. Por meio da música e dos movimentos, do afeto por si mesmo e pelos outros, é possível reforçar a autoafirmação de suas capacidades e a valorização de seus talentos.
A biodança é realizada em grupo e pode ser feita por qualquer pessoa, pois os seus exercícios são lúdicos.
As aulas são chamadas de vivências e os professores de facilitadores. Os alunos não são avaliados; são apenas orientados a realizar os exercícios.
O importante não é acertar os passos, mas ouvir a música com todo o corpo, sentindo sua vibração dos pés à cabeça, relaxar a mente, liberar o consciente e permitir que o inconsciente atue.
A prática da biodança possibilita a expressão de emoções, reduz a rigidez muscular, ou as "couraças emocionais". São elas as responsáveis pelas dores de cabeça, estresse e depressão.
 
Porém, não é só a biodança que proporciona benefícios emocionais e físicos. Várias outras danças, praticadas desde os primórdios da humanidade têm esse efeito. Entre elas, podemos citar a dança do ventre, as danças ritualísticas e as artes que envolvem a música em várias culturas ao redor do mundo.
Na dança do ventre, como vimos na  Sexto Sentido Ed. 106, a mulher tem sua atenção direcionada ao resgate da feminilidade, além de melhorar o condicionamento físico e emocional. Dessa forma, a sensualidade e a energia feminina circulam desempedidas e atingem todos os centros energéticos corporais e, com esse novo fluxo energético, os bloqueios físicos e emocionais também são eliminados, resultando numa nova forma de lidar com o mundo e com as suas várias etapas de evolução pessoal.
A dança do ventre, ao ampliar o poder feminino, favorece o condicionamento físico, os sistemas circulatório, pulmonar e a musculatura em geral.
 
Na dança cigana, temos outra forma de “embalar a vida” de modo energético. Ela é cultuada por vários povos e seus benefícios são: o aumento da autoestima, o resgate da autoafirmação, a postura e a flexibilidade diante das situações que a vida lhe oferece. “O fato de batermos os pés na terra proporciona uma grande descarga energética e promove um reequilíbrio positivo”, explica Hilda Morelli, professora do Grupo Luz de Sarah Kalli.
Batizada como Rubi Salamanca, dentro da comunidade cigana, Hilda destaca que não há limite de idade, sexo ou qualquer contra indicação para praticar a dança. “Como as pessoas passam a gostar mais de si mesmas, há diversas melhoras, até mesmo na saúde”, finaliza a professora.

Tão potente quanto as danças do ventre e cigana, são as chamadas danças circulares, também conhecidas como Danças Populares, que são uma conexão entre o próprio ser e o meio social, pois tais atividades remontam-se aos aspectos originais da dança, uma vez que essas tradições compõem o núcleo cultural e folclórico que une o ser humano aos ciclos divinos e terrenos.
Nessa dança, são objetivadas: a integração social, o cooperativismo, a parceria; o que promove uma corrente de amor e respeito ao próximo. Por isso, quando os participantes dançam esse tipo de arte, sentem-se conectados ao outro e, muitas vezes, superam traumas emocionais e se libertam de traumas psicológicos se abrindo para a alegria da vida.
Vale dizer que o nome, danças circulares, vem do seu formato. Mas nem todas as danças são realizadas em rodas fechadas, podendo variar em formato de espiral ou labirintos.
O importante é manter a circularidade que simboliza o círculo da vida, da energia, do tempo, da unidade e do infinito.
Pessoas de qualquer idade podem fazer parte da roda que contribui para a conscientização do indivíduo e de seu corpo físico. Além de equilibrar suas emoções, desenvolve a concentração e a memória.
Não importa qual a dança da vida escolher. Se a biodança, a dança do ventre, a cigana ou a circular, o importante é dançar e ser feliz!
 
Saiba Mais:
Dança Indiana:
http://grupoluzdesarahkalli.multiply.com
Dança do Ventre:
Shangri-la House - Tel 11-5539-5092
atendimento@shangrilahouse.com.br